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Exchanges: intervenção governamental ou auto-regulamentação. Qual modelo seguir?

Um possível caminho para o futuro das criptomoedas no Brasil seria a intervenção no mercado, por parte do governo, através das regulamentações – o que normalmente seria visto como algo indesejado pelos seus participantes.  Já uma outra direção a seguir – que tende a diminuir, mas não a extinguir os excessos governamentais – é o caminho da auto-regulamentação.

Basicamente, neste segundo caso, os players do mercado se unem e estabelecem regras de conduta a serem seguidas por todos, diminuindo com isso o afã dos legisladores em querer controlar a situação ao seu bel prazer. A auto-regulamentação poderia ajudar as exchanges (uma espécie de “corretora” com “bolsa de valores” para criptomoedas) a serem mais transparentes e a se tornarem seguras para os seus clientes, trazendo com isso uma maior confiança a todos os envolvidos.

É fato que, numa  primeira negociação de um cliente com uma exchange, seja no Brasil, seja no exterior,  sempre há um certo receio referente à sua credibilidade – inclusive, este é um dos motivos de se repetir sempre o mantra: “nunca deixe seu dinheiro parado numa exchange” (por vários motivos é verdade, mas a falta de confiança na empresa é um deles). Mesmo no Japão, que está muito à frente do mundo todo na questão de regulamentação de ICOs (Initial Coin Offering), ainda se sofre muito com a questão da credibilidade de suas exchanges. Ataques cibernéticos constantes, atraídos pelos grandes estoques de criptomoedas; CEOs que fogem com todo o dinheiro; entre outros motivos, são algumas das preocupações recorrentes. Devido à isso, as próprias exchanges do país estão começando a se policiar e à estabelecer entre si regras para suas ações comerciais e padrões de segurança.

Já no Brasil, parece que o governo está mais preocupado em estruturar seu sistema de imposto de renda para taxar toda e qualquer circulação de criptomoedas do que em zelar pelos seus cidadãos, regulamentando o setor de acordo com as suas reais necessidades.

E você, estaria mais propenso a negociar criptomoedas com uma exchange, caso esta esteja sob uma regulamentação governamental, ou a liberdade para uma exchange negociar da forma que desejar, seguindo as normas pré-estabelecidas pelo próprio mercado, seria mais interessante na sua opinião? Deixe seu comentário abaixo.

 

Sobre o autor:

Reginaldo Kono: desenvolvedor de software e web app na REDE.digital e membro do COMIBIT – Conselho de Bitcoin e Blockchain da Associação Comercial de São Paulo. Formado em Administração de Empresas, com ênfase em Comércio Exterior, pela USCS, e Controladoria pela Trevisan Escola de Negócios. Possui vasta experiência internacional, adquirida através dos vários anos em que atuou na indústria automobilística e outras empresas fora do país (analista econômico-financeiro na Mercedes-Benz Brasil; trainee na Evobus, Daimler – Alemanha; controller financeiro e desenvolvedor de banco de dados na Mitsubishi Fuso – Tóquio, Japão; e inspetor de qualidade na empresa NSK, também em Tóquio). Entusiasta da tecnologia Blockchain e Tangle. Atualmente, trabalha também com parceiros comerciais no Japão ajudando no desenvolvimento da tecnologia de hologramas.

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