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Circle anuncia a compra da Poloniex por 400 milhões de dólares

É uma história que chama a atenção. A Poloniex, que atualmente se encontra em 12º lugar entre as exchanges (movimentado 20 mil BTC diariamente), já chegou a ser – por diversas vezes e num passado não muito distante – líder de mercado em volume de negócios. Porém, devido às diversas instabilidades que a afetaram, ela acabou sendo ultrapassada  ao longo do tempo por diversas outras exchanges como a Bittrex, Binance, Bitmex e Bitfinex.

Já a Circle é uma empresa de pagamento de criptomoedas que oferece basicamente três serviços: Circle Pay, para transferências em moeda fiat; Circle Invest, onde se permite que clientes de varejo invistam no mercado de criptomoedas; e o Circle Trade, que é uma forma de oferecer liquidez para as criptomoedas – tudo leva a crer que este serviço será o primeiro a ser testado e implementado dentro da Poloniex.

Como foi destacado pelo cofundador da Circle, Jeremi Allaire, “a Circle Trade atende instituições e investidores como um dos maiores fornecedores mundiais de liquidez de ativos criptográficos. O nosso próximo aplicativo, Circle Invest, permite que os indivíduos aproveitem o investimento em ativos criptográficos através de uma experiência móvel e simplificada. Agora, com a Poloniex, abordamos um outro elemento-chave da base de produtos do Circle: um mercado de token global e aberto a todos”.

Além disso, outro fator importante é que a Circle garantiu que irá alocar mais recursos para que a Poloniex possa suportar mais tokens e cripto-ativos dentro de sua plataforma atual – além de inserir novos pares com moedas fiat (Forex). Com todas essas mudanças, espera-se que a Poloniex possa aumentar consideravelmente o volume que negocia diariamente e, quem sabe, recuperar também algumas posições num ranking em que já foi a campeã.

 

Sobre o autor:

Mucio Costa: formado em marketing e atuante no mercado digital desde 2007. Possui vasta experiência profissional nas áreas de planejamento e performance. Conheceu o Bitcoin em 2015 e começou a investir em 2016; desde então, estuda e analisa o mercado das criptomoedas. Há dois anos, empreendeu com sua agência de marketing digital, a MDMA, e, mais recentemente, entrou para os quadros da startup “Econobit – Exchange P2P de Bitcoins”. Também é coordenador de marketing do COMIBIT – Conselho de Bitcoin e Blockchain da Associação Comercial de São Paulo.

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